terça-feira, 28 de novembro de 2017

DICAS REDAÇÃO ENEM

Como se preparar para uma Redação no Enem?

A primeira coisa é ter consciência de que não adianta querer aprender tudo somente na terceira série do Ensino Médio.Isso é trabalho que deve vir desde o Ensino Fundamental.Redação exige treino e ninguém aprende da noite para o dia. LEITURA de mundo é essencial para sair do senso comum e escrever um bom texto.

Mas o que é Leitura de mundo?

É ter informações diversas, é saber relacionar o tema que tem em mãos às diversas áreas de conhecimento, é saber fazer relações dentro da filosofia,da sociologia, da história e até mesmo da atualidade presente nos vários sites e jornais sérios. Candidato que se baseia em informações fakes de redes sociais corre o risco de ter sérios problemas. Estudante que escreve um bom texto é aquele que LÊ.

Qual o maior erro nas redações do Enem?

O maior erro é a NÃO interpretação do tema.Por exemplo quando ocorreu a redação sobre "A persistência da violência contra a mulher", o candidato que saiu falando somente sobre a violência contra a mulher tangenciou o tema e tangenciando NÃO tira notas boas, pois era preciso que se falasse sobre a "persistência" dessa violência.Candidatos que generalizaram o tema falando de violência de forma geral fugiram ao tema levando nota zero, já o tema de 2016 "Caminhos para o combate à intolerância religiosa" precisava deixar claro em seu texto os "caminhos",as estratégias de "combate" à intolerância dentro das religiões. Candidato que só falou de religião sem mencionar a intolerância fugiu ao tema levando zero, já candidato que falou somente da Intolerância Religiosa sem citar as estratégias de combate tangenciou o tema.Para ter um texto completo era necessário ter falado de TODAS as parte dos temas, ou seja, dos caminhos,das estratégias de combate à Intolerância relacionando a algum conhecimento de mundo,para que pudesse ter uma nota boa.

Já no tema de 2017 - Desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil,se fazia necessário falar dos "desafios" encontrados pelos surdos na "formação educacional",desafios estes que tanto podiam ser tanto do surdo quanto do país em fornecer essa formação educacional.Candidato que só falou de deficientes pode ter fugido ao tema,bem como candidatos que só falaram de educação ou de inclusão sem mencionar "deficientes auditivos".Para ter o tema completo sem fugir ao tema ou tangenciá-lo seria necessário falar dos "desafios", dos "surdos" e da "formação educacional" relacionando às diversas áreas de conhecimento para não ficar preso a texto previsível/senso comum,ou seja,trazer um contexto histórico,fazer analogias com frases de filósofos,sociólogos,etc.

Portanto volta-se a enfatizar que a INTERPRETAÇÃO do tema é essencial como parte essencial no entendimento do que vai escrever.
Hoje vários sites dão temas que o candidato pode usar para treino durante o ensino médio e havendo necessidade encontrar alguém que corrija para ele dentro da matriz de competências do Enem.

Mas o que é a matriz de competências do Enem?

Essa matriz pode ser encontrada aqui, pois ela é fornecida pelo Inep e qualquer aluno que não queira cometer erros tem obrigação de conhecê-la e saber como é avaliado sua redação,pois se você presar atenção, as 5 competências exigidas estão na instrução da sua redação.

Veja:

A partir do texto motivador e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação (COMP. 3), redija texto dissertativo-argumentativo (COMP. 2) em norma padrão da língua portuguesa (COMP.1) sobre o tema _____________________, apresentando proposta de intervenção (COMP. 5). Selecione, organize (COMP. 3) e relacione (COMP. 4), de forma coerente e coesa (COMP. 4), argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista (COMP. 2).

Lembrando que a Competência 1 trata da Língua Portuguesa, a Competência 2 trata da interpretação do tema ,da aplicação das áreas de conhecimento dentro do tema saindo do previsível/senso comum, dos limites estruturais (as 3 partes do texto) e da tipologia "dissertativo-argumentativo" que corresponde à defesa do ponto de vista do candidato referente ao tema; a Competência 3 que vai tratar da seleção de argumentos e a organização do seu texto, a Competência 4 que diz respeito à aplicação dos conectivos ligando parágrafos e períodos,bem como da coerência (sequência de ideias) e, Competência 5 que trata da apresentação de soluções para o problema que você tem do tema,apresentando quem vai fazer agentes),o que vai fazer (a ação),como vai fazer (o modo como vai desenvolver essa ação de forma detalhada) e o objetivo dessa ação (a finalidade,o que espera-se alcançar com essa ação)

Candidato que quer ter uma boa nota a dica é estudar e treinar muito com temas de atualidades dentro das competências para que possa chegar ao Enem apto a escrever qualquer texto,pois mesmo usando as ideias dos textos motivadores é preciso sempre que você vá além fazendo relações aos conhecimentos de mundo e,com certeza se souber aplicar TODAS as competências fará um bom texto.

Mais dicas Redação  AQUI


sexta-feira, 17 de março de 2017

Redação Enem - 15 Dicas para uma boa redação segundo o G1.globo.com

Fonte: http://g1.globo.com/educacao/enem/2015/

1 - Leia artigos de opinião
Colunista do G1 e autora do livro "Redação Excelente! Para Enem e Vestibulares", a educadora Andrea Ramal aponta que é preciso investir na leitura.

"Leia muito, sobretudo artigos de opinião de jornais e sites de notícias. Os artigos de opinião são textos dissertativo-argumentativos: exatamente o estilo que você terá que usar na prova do Enem e da maioria dos vestibulares. Quanto mais você ler, mais vai ampliar seus conhecimentos e, além disso, fixar a estrutura correta de um texto, reparando como o autor liga as ideias na introdução, desenvolvimento e conclusão."

2 - Perfil dos temas
Para Lilio Paoliello, diretor pedagógico do Cursinho da Poli, gênero, religião e política têm chances menores de aparecer como tema. "Como a prova é preparada com muita antecedência, assuntos recentes têm pouca chance de aparecer. Tradicionalmente, trata-se de temas que discutem problemas da comunidade, focados em ambiente, sociedade e cultura, mas sem tocar diretamente em questões como gênero, religião e política."

3 - Treine o tempo: uma hora
Para Andrea Ramal, é hora de treinar o bom uso do tempo. "Escolha temas relevantes e escreva sobre eles como se fosse no dia da prova. Você tem uma hora para escrever seu texto, certo? Faça primeiro um rascunho, descanse alguns minutinhos e, depois, releia e passe a limpo fazendo as alterações finais. Sabe os atletas, que treinam tanto para ganhar medalha nas competições? Redação também é assim. Quanto mais você treinar, melhor."

4 - Seja seguro e preciso
"Seja preciso nas palavras. Se você não tiver certeza sobre o significado de um termo, ou não lembrar da grafia correta, consulte o dicionário. Se tiver dúvida na regência ou concordância verbal e nominal, consulte a gramática. Assim você dominará cada vez mais a norma culta da língua portuguesa. E na hora da prova, que não pode consultar nada? Se tiver dúvida, troque a expressão por outra, sobre a qual você tenha certeza", aponta Andrea Ramal.

O diretor do Cursinho da Poli complementa: "O candidato deve sempre pensar que está escrevendo para outra pessoa ler. Por isso, é recomendável evitar palavras de grafia ou significado não conhecido e, caso seja necessário, optar por termos substitutos que não envolvam tantas dúvidas."

5 - Lembre de fugir do pleonasmo
"Evite pleonasmos, ou seja, repetições que revelam mau uso da linguagem. Por exemplo: subir para cima, protagonista principal, ver com seus próprios olhos, surpresa inesperada, retomar de novo e assim por diante. Não faça generalizações, como por exemplo: “A economia sempre cresce quando...” ou “Esta é a melhor solução”... Em vez dessas frases, é mais adequado dizer: “A economia costuma crescer quando...” ou “Esta pode ser uma das soluções mais indicadas”.

6 - Refaça redações com temas já abordados
"Faça redações de vestibulares de anos anteriores e, sempre que possível, peça a seu professor para corrigir e sugerir melhorias. Ao escrever, leia o enunciado com atenção. Uma das maiores causas de perda de pontos é fugir ao tema. Nesse ponto, os textos de apoio, que aparecem na proposta de redação, podem ajudar bastante: num tema muito amplo, eles dão o foco que você deve seguir."


7 - Entenda as competências exigidas
A correção da prova é baseada, sobretudo, no domínio de 5 competências:

- COMPETÊNCIA 1: Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita.
- COMPETÊNCIA 2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
- COMPETÊNCIA 3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
- COMPETÊNCIA 4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação.
- COMPETÊNCIA 5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

8 - Sem medo de intervir
"A temida proposta de intervenção pode ser facilmente guiada pelas seguintes perguntas: quem faria essa intervenção? Quando? Como? Lembrando, claro, que o plano deve estar dentro da lei e deve respeitar os direitos humanos", pontua Lilio Paoliello, diretor pedagógico do Cursinho da Poli.


9 - Leia de forma frequente
É difícil escrever bem ser ler constantemente. "São comuns os erros ortográficos e a falta de informação, que resultam em problemas de coesão e coerência no texto. Essas dificuldades podem ser evitadas com leitura constante e frequente, que familiariza o candidato com as palavras em seu sentido correto, a norma culta de nossa língua e com o formato do texto dissertativo-argumentativo", explica o diretor do Cursinho da Poli.


10 – Pense no que pode dar em ZERO
Há algumas práticas que resultam em zero imediato. São elas: - Não atender a proposta solicitada ou desenvolver outra estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo; - Entregar a folha de redação sem texto escrito; - Escrever até 7 (sete) linhas, qualquer que seja o conteúdo; - Impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação; - Desrespeito aos direitos humanos; - Parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto.


11 - Não comece pela redação
Para o Professor Jacson Andrade, mestre em linguística aplicada e ex-colunista da TV Rio Sul, afiliada da Globo no Sul do Rio, os estudantes devem evitar começar o Enem pela redação:


“Leia atentamente a proposta de redação, mas jamais comece por ela. Embora isso possa causar uma sensação de perda de tempo, estimulará o subconsciente a buscar soluções para resolver o tema e você poderá encontrar outros fragmentos motivadores durante a execução da prova”, afirmou.

12 - Dê um tempo ao texto
De acordo com o docente, também é importante que o candidato “se afaste” do texto por um tempo após concluí-lo para facilitar a identificação de possíveis erros que tenha cometido.


“É uma das melhores estratégias para se evitar erros. Entre o rascunho e a passada a limpo, vá ao banheiro, lave o rosto e coma uma barra de cereais. Você ganhará aproximadamente trinta minutos de ‘tempo psicológico’ e identificará com mais precisão os pequenos equívocos na escrita”.


13 - Introdução de sucesso
Começar a redação demonstrando conhecimento dos principais fatos históricos pode ser um ingrediente importante na receita para um texto bem avaliado no exame.


“Há quase dez formas de se iniciar uma redação, mas aproximadamente 70% das que obtiveram nota mil contemplaram a ‘alusão histórica’. A razão é bem simples: a alusão encanta o leitor, permite melhor contextualização e evita o temível ’branco’ durante a escrita”, conta o Professor Andrade.


14 - Citação de matérias escolares
Segundo o educador, outro ponto que costuma alavancar as notas da redação no Enem é a utilização de conhecimentos adquiridos em outras disciplinas escolares durante a elaboração do texto.


"Numa proposta que trate da questão do lixo, por exemplo, convém trazer Antonie Lavoisier, o pai da química moderna, que definiu que na natureza tudo se transforma. Já para o tema falta d’água, não deixe de apontar que para toda ação do homem há uma reação da natureza, o que sintetiza a terceira Lei do físico Isaac Newton", exemplificou.

  

15 - Tema não é assunto
Entender a diferença entre tema e assunto pode evitar o que os avaliadores classificam como “tangenciamento ao tema”, que nada mais é do que o desenvolvimento textual apenas nos limites do assunto, sem a abordagem do problema social temático, conforme explica Andrade.


"Assunto é o que se discute de forma ampla, genérica ou restrita. Já o tema deve ser considerado como sinônimo vulgar de 'problema de amplitude social'", explica. O docente deu exemplos de cada um. "Jogos Olímpicos" seria assunto e "A falta de estrutura durante os Jogos", tema.


quinta-feira, 2 de março de 2017

Redação Discursiva - Entendendo comandos

Muitas pessoas têm solicitado definições para "Questões Discursivas" mas não há uma fórmula certa, pois na produção de questões discursivas é fundamental que a construção se dê atendendo ao conjunto de informações solicitadas no enunciado – o problema – e de acordo com o verbochave – o comando – que define qual é o tipo de resposta que a banca examinadora espera do candidato.
É muito comum nas provas discursivas de História que os candidatos não respeitem as abrangências de cada questão em particular e construam suas respostas desrespeitando àquilo que lhe é requisitado por ela.
Tanto informações limitadas quanto em excesso podem prejudicar o candidato. Assim, o vestibulando deve fornecer a maior quantidade de informação possível dentro do limite imposto pela questão.
Veja algumas dicas:

�� NUNCA ESCREVA UMA DISCURSIVA EM TÓPICOS; FAÇA TEXTOS CORRIDOS COMO NUMA DISSERTAÇÃO;
�� NÃO ABREVIE OU UTILIZE GÍRIAS E VÍCIOS LINGÜÍSTICOS, COMO PRA, VC, POR EXEMPLO;
�� DÊ PREFERÊNCIA POR ESCREVER COM LETRA CURSIVA; QUANTO MAIS LEGÍVEL E LIMPO FOR SEU TEXTO MAIS PONTOS VOCÊ GANHA JUNTO À BANCA;
�� NÃO ESCREVA EM PRIMEIRA PESSOA, DEIXE, QUANDO NECESSÁRIO, SUA OPINIÃO
SUBTENDIDA NO CORPO TEXTUAL;
�� PROCURE ESCREVER COM CLAREZA E COESÃO SUA RESPOSTA, ERROS GRAMÁTICAIS DESCONTAM PONTOS VALIOSOS DE SUA PROVA;
�� DÊ O MAIOR NÚMERO DE INFORMAÇÕES POSSÍVEIS, MAS MUITO CUIDADO, RESPEITE OS LIMITES IMPOSTOS PELA QUESTÃO E SEMPRE PRIORIZE AS INFORMAÇÕES MAIS FUNDAMENTAIS E IMPORTANTES;
�� E NÃO SE ESQUEÇA: SÓ A PRÁTICA LEVA A PERFEIÇÃO! ESCREVER DIARIMENTE É DE SUMA IMPORTÂNCIA PARA QUEM PRESTA DISCURSIVA NA ÁREA DE HUMANAS.

Exemplo:

Tema: Explique qual era a formulação cultural que mantinha o trabalho servil tão estável na
Idade Média.

CONSTRUÇÃO DA RESPOSTA: para construirmos a resposta o primeiro passo é grifar o comando da questão. Após identifica-lo temos de perceber que problema a questão nos pede para resolver. Isso é um trabalho ora simples, ora complicado. Neste exemplo, o problema não está nítido, mas, interpretando o texto, com o auxílio de seus conhecimentos históricos, é possível verificar que o problema é resolver por que razão cultural os servos não se revoltaram contra o trabalho servil imposto pelos senhores feudais na Idade Média? Percebam que a questão define que recorte temático o candidato terá de enfocar dentro da matéria estudada. Assim não cabe ao vestibulando falar sobre qualquer coisa referente à Idade Média, fugir ao recorte temático, ao problema, mesmo dando informações a mais, é prejudicial ao aluno. Este deve demonstrar o maior conhecimento possível dentro das limitações impostas pela questão. Quando já sabemos qual é o comando e qual é o recorte, podemos iniciar a montagem da questão. O verbo explicar exige um aprofundamento muito grande e detalhado do recorte temático e, não é possível explicar algo sem explicar as origens. Assim, sempre que o comando for explicar a questão deverá seguir o seguinte molde:
�� 1° Período – APRESENTAR O CONTEXTO HISTÓRICO;
�� 2° Período – RESOLVER e/ou DISCUTIR O PROBLEMA QUE A QUESTÃO IMPÕE;
�� 3° Período – CONCLUIR APRESENTANDO AS CONSEQÜÊNCIAS E REPERCUSSÕES.

Atentar para os comandos é essencial para produzir um bom texto.Observe:

A competência para resolver questões discursivas exige do aluno a habilidade para tomar decisões diante das situações-problema propostas. A tomada de decisão refere-se ao julgamento ou interpretação, a partir de um conjunto de indicadores ou fatores presentes em uma determinada situação que implicam uma decisão (resolução da situação-problema).

Para analisar as competências, é possível identificá-las por meio da ação proposta, expressa por verbos, tais como: caracterizar, descrever, destacar, identificar, reconhecer, selecionar, situar e muitos outros. Ler o tema com atenção é essencial,pois alguns pedem para você "caracterizar",outros "analisar", "identificar" e,para isso vc precisa entender esses comandos,portanto atente para o significado de algumas destas ações propostas:

Caracterizar – Segundo o dicionário, caracterizar é “determinar o caráter de; assinalar, distinguir, indicar; descrever, notando as propriedades características; retratar, delinear ou representar um caráter”.

Descrever – Descrever, segundo o dicionário, é “fazer a descrição de; representar por meio de palavras; contar, expor minuciosamente; percorrer; traçar”.

Destacar – Destacar entre outros significados que o dicionário apresenta, é “separar (-se);/articular escandindo;/dar vulto ou relevo a;/por em destaque; fazer sobressair; salientar;/separar-se;/distinguir-se, sobrelevar, sobressair”.
Destacar é uma forma de abstração, ou seja, implica a identificação ou reconhecimento, em dado contexto ou domínio da experiência, dos elementos ou termos (relacionados a uma meta, objetivo ou referência), projetando-os e organizando-os em outro plano. Em um item, o que deve ser destacado no enunciado? Como aproveitar o que foi destacado como indicador ou indicadores para a tomada de decisão sobre a resposta correta?

Identificar – Segundo o dicionário, identificar quer dizer “tornar ou declarar idêntico; considerar duas coisas como idênticas, dando a uma o caráter da outra;/achar, estabelecer a identidade de;/tornar-se idêntico a outrem, assimilando-lhe as idéias e os sentimentos;/conformar-se, ajustar-se”.
É uma competência que implica tomar decisões, interpretar, no conjunto de possibilidades de expressão de uma dada coisa, tudo que emparelha, representa, ilustra, encaixa-se no termo que serve de referência.

Reconhecer – Segundo o dicionário, reconhecer é “conhecer de novo (o que se tinha conhecido noutro tempo);/conhecer a própria imagem, em fotografia ou no espelho;/identificar, distinguir por qualquer circunstância, modalidade ou faceta;/admitir, ter como bom, legítimo ou verdadeiro;/ficar convencido de; estar certo ou consciente de;/considerar como;/afirmar, declarar, confessar;/considerar como legal;/autenticar, endossar;/aceitar, dar gratificação ou recompensa a;mostrar-se agradecido por;/examinar, explorar; observar;/examinar a forma, o acesso, as condições de (uma posição)”.

Selecionar – Segundo o dicionário, selecionar é “fazer a seleção de; escolher de um número ou grupo, pela aptidão, qualidade ou qualquer outra característica;/encontrar e recuperar informação específica de uma base de dados;/num programa de pintura, definir uma área numa imagem, geralmente para que seja cortada ou receba um efeito especial”.
Tal como o reconhecer é um caso especial do identificar, selecionar é um caso especial do destacar. Ambos implicam um recurso à lógica das classes, no sentido de destacar ou selecionar supõe analisar um aspecto e julgar se pertence ou é pertinente ao que está sendo tomado como critério ou referência, ou seja, como base para a tomada de decisão.

Situar – Segundo o dicionário, situar é “colocar,por (no espaço ou no tempo); assentar, construir, edificar; designar lugar certo a; colocar-se”.

Analisar – Segundo o dicionário, analisar significa: “fazer a análise de ... .” Análise: operação intelectual que consiste em decompor um texto em seus elementos essenciais, para apreender suas relações e dar um esquema de conjunto ou ato de decompor uma mistura para separar seus constituintes.
Muitas provas propõem situações-problema em que analisar é uma tarefa fundamental para tomada de decisão. Essa análise, conforme o caso, se expressa como interpretação, outras vezes como discriminação ou reconhecimento de valores, ou, então como previsão ou proposição de formas de intervenção etc. Trata-se sempre de diferenciar algo em um contexto, integrando-o em outro, pois a análise possibilita a realização de julgamentos, base de inferências ou conclusões sobre o que esta sendo analisado.

Comparar – Segundo o dicionário, comparar consiste em “examinar simultaneamente duas ou mais coisas, para lhes determinar semelhança, diferença ou relação; confrontar;/cotejar;/ter como igual ou como semelhante”.

Relacionar – Segundo o dicionário, relacionar significa “fazer ou fornecer a relação de; arrolar, por em lista;/narrar, expor, descrever, referir;/comparar (coisas diferentes) para deduzir leis ou analogias;/fazer relações, conseguir amizades, travar conhecimento”.
O processo de relacionar exige ordenar, organizar e contextuar dados ou fatos que dê logicidade ao texto.

Contextualizar – Contextualizar ou contextuar significa “incluir ou intercalar em um texto”. Contexto significa o “encadeamento de idéias de um escrito, argumento ou composição”. Encadear significa “ligar com cadeia. Acorrentar, prender;/coordenar (idéias, argumentos etc.); concatenar;/tirar a ação ou o movimento a; cativar, sujeitar;/atrair, ligar por afeto; afeiçoar;/ formar série, ligar-se a outros;/fazer seguir na ordem natural”.
Contextuar corresponde a algo inclusivo, que liga, por exemplo, diferentes palavras e outros indicadores semânticos, compondo um frase, parágrafo ou texto. A proposta da questão é um convite para que leia o enunciado com cuidado, que interprete o que está sendo proposto. Que coordene as idéias, os argumentos apresentados e que interprete a pergunta ou o desafio que o enunciado faz. Além disso, propõe-se que o aluno articule com outras informações de seu conhecimento ou com outro texto e decida sobre o que expressar da melhor forma.

Ordenar – Segundo o dicionário, entre outros significados, ordenar é “colocar(-se), dispor(-se) em ordem; organizar(-se);/dar ordem, determinar, mandar que se faça algo;/resolver, decidir-se a;/aparelhar-se, dispor-se, preparar-se”.
Ordenar supõe tomar decisão de definir a posição de um termo em relação aos demais. Na lógica das relações de ordenação todos os termos estão incluídos e são definidos pelo lugar que ocupam em relação aos outros termos e ao critério que organiza, isto é, dá sentido e direção ao posicionamento definido pela ordenação.

Demonstrar – Demonstrar, como explica o dicionário, é “provar com um raciocínio convincente/descrever e explicar de maneira ordenada e pormenorizada, com auxílio de exemplos, espécimes ou experimentos;/indicar ou mostrar mediante sinais exteriores; manifestar;/dar (-se) a conhecer, revelar (-se).

Interpretar – Segundo o dicionário, interpretar, entre outros significados, é “aclarar, explicar o sentido de;/tirar de (alguma coisa) uma indução ou presságio;/ajuizar da intenção, do sentido de;/reproduzir ou exprimir a intenção ou o pensamento de”
Interpretar é dar sentido à experiência ou a uma situação proposta. Interpretar é avaliar, isto é, atribuir um valor (de sobrevivência biológica, social, cultural, etc.) ao objeto de interpretação. A interpretação apóia-se nos dados das experiências ou nos indicadores da situação proposta, que possibilitam a realização de inferências ou julgamentos que a expressam. Interpretar é, também, uma forma de generalizar, no sentido de sair de algo particular e organizá-la como algo geral ou destacado no contexto. A interpretação tem sempre uma base subjetiva, pois caracteriza uma tomada de decisão ou valor assumido por uma pessoa. Daí a importância de se definir os critérios ou regras para a interpretação, ou seja, de objetivar-se a interpretação.

Propor – Segundo o dicionário, propor é “apresentar para consideração, discussão ou solução;/apresentar ou oferecer para aceitação ou adoção;/expor a exame; submeter à apreciação;/ expor, referir, relatar;/indicar, lembrar, oferecer como alvitre; sugerir;/fazer o propósito de; prometer;/dar como norma ou regra;/fazer propósito; formar intento;/ ter em vista; ter intenção de; destinar-se a, dispor-se a;/ projetar, deliberar, projetar; prometer a si mesmo.”
Propor formas de intervenção é uma competência relacionada à ação de prever ou antecipar. Nesse sentido, a proposição busca a intervenção em uma realidade no sentido de melhorar, aperfeiçoar ou tornar possível a convivência com os fatores, por vezes insuperáveis, que a determinam. Trata-se de uma forma de proposição que decide ou corre riscos em favor de algo que corrige, melhora ou introduz algo importante para a pessoa, sociedade ou cultura.

Fundamentar - Fundamentar, segundo o dicionário, significa “lançar os fundamentos ou alicerces de;/assentar em bases sólidas; estabelecer, firmar;/documentar, justificar com provas ou razões;/ estar fundado, apoiar-se, basear-se”.
As tomadas de decisão no contexto de uma situação-problema exigem fundamentação. Por intermédio dela, podemos justificar nossas decisões, defender as razões que nos levaram a decidir pelo que decidimos. Por que agir dessa forma? Por que escolher essa resposta como contendo a justificativa correta? Como provar que a interpretação que demos do enunciado de um item é a melhor possível?

Adaptado de “Eixos cognitivos do Enem”. Ministério da Educação. INEP.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Como Escrever bem...

Paulo Sérgio disse: "Os grandes escritores possuem tal convívio e domínio da linguagem escrita como maneira de manifestação que não se preocupam mais em determinar as partes do texto que estão produzindo. A lógica da estruturação do texto vai determinando, simultaneamente, a distribuição das partes do texto, que deve conter começo, meio e fim.O aluno, todavia, não possui muito domínio das palavras ou orações; portanto, torna-se fundamental um cuidado especial para compor a redação em partes fundamentais. Alguns professores costumam determinar em seus manuais de redação outra nomenclatura para as três partes vitais de um texto escrito. Ao invés de começo, meio e fim, elas recebem os nomes de introdução, desenvolvimento e conclusão ou, ainda, início, desenvolvimento e fecho. Todos esses nomes referem-se aos mesmos elementos. Parece-nos que irrelevante o nome que cada pessoa atribui. O importante é que as pessoas saibam que elas devem existir em sua redação." O importante,seja qual for o conceito para se escrever bem é que o momento da escolha profissional é muito aguardado na vida dos jovens. Fazer a opção por uma carreira pode trazer muitas dúvidas e, por isso, é necessário fazer uma preparação antes do vestibular. Para aqueles que já decidiram, é hora de se concentrar para o processo seletivo.Os candidatos precisam se programar antecipadamente para o dia da prova. Uma das questões fundamentais é a pessoa estar bem informada para poder escrever bem.Sem informação não se chega a lugar algum,por isso atente,desde o inicio do ano letivo para a LEITURA, fundamental para qualquer vestibulando.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Vidas Secas - Resumo por capítulos e os outros livros vestibular 2012/UNIR


 VIDAS SECAS
    
      1. Mudança
      Começando o livro, o narrador coloca diante do leitor o primeiro quadro:
      a) uma tomada à distância: a família no ambiente da seca.
      b) a caracterização de cada membro da família pelas suas atitudes. 

      2. Fabiano
      O narrador mostra a desintegração progressiva de Fabiano:
      a) Fabiano e a vida
      b) Fabiano e a seca
      c) Fabiano, a família e a seca. 

      3. Cadeia
      Continua o narrador a mostrar Fabiano diante da sociedade. Ele vai comprar querosene: está com água. Vai comprar chita: é cara. É levado ao jogo, não sabe se comunicar, e é preso. 

      4. Sinhá Vitória
      A apresentação de Sinhá Vitória é semelhante à de Fabiano. Aparece a sua dificuldade de relacionamento com os meninos, com a Baleia, com Fabiano. Sua aspiração: ter uma cama.

      5. Menino mais novo
      Quer espantar o irmão e Baleia. Observa o pai montar a égua. Fabiano cai, de pé. Ele vibra. Sinhá fica indiferente diante da façanha do pai, ele não se conforma com a indiferença da mãe. Tenta se comunicar com o pai, mas não consegue, fica chateado. A Baleia dormia. Foi tentar conversar com a mãe, levou um cascudo. Dorme, Sonha com um mundo adulto. No dia seguinte tenta montar o bode, mas sai sem honra da façanha. Cai, leva coices. 

      6. Menino mais velho
      Quer saber o que seja inferno. Sinhá Vitória fala em espetos quentes, fogueiras. Ele lhe perguntou se vira. A mãe zanga-se, achou-o insolente e aplicou-lhe um cocorote. Baleia era o único vivente que lhe mostra simpatia. 

      7. Inverno
      Família reunida em torna do fogo. Não havia conversa, apenas grunhidos. Ninguém entende ninguém, já são poucos humanos. 

      8. Festa
      Iam à festa de Natal na cidade. Na cidade se vêem distantes da civilização. Fabiano não fala, mas admi-ra a loquacidade das pessoas da cidade. 

      9. Baleia
      A cachorra Baleia aparecera doente. Fabiano imaginara que ela estivesse com hidrofobia, e amarrara-lhes no pescoço um rosário de sabugo de milho queimado. Ela, de mal a pior. Resolvera matá-la. 

      10. Contas
      Fabiano diante do imposto e da injustiça do patrão Nascera com esse destino, ninguém era culpado por nascer com destino ruim. 

      11. O soldado amarelo
      Fabiano ia corcunda, parecia farejar o solo, quando encontrou o soldado amarelo. Lembrou-se do passado. Quis se vingar. Reviveu todo o passado. Pensou e repensou sua condição.
      O soldado, antes cheio de medo, vendo Fabiano acanalhado, ganha coragem, avançou, pisou firme, perguntou o caminho. E Fabiano tirou o chapéu de couro, curvou-se e ensinou o caminho ao soldado amarelo. “Governo é governo.” 

      12. O mundo coberto de penas
      Depois do inverno, de novo seca anunciada nas arribações. Fabiano luta contra a natureza, atira nas arribações. 

      13. Fuga
      O mesmo quadro do primeiro capítulo. No primeiro quadro os meninos se arrastavam atrás dos pais, neste os pais se arrastam atrás dos meninos. Os meninos corriam. Era o destino do Norte – O (nor)destino. 

Mais informações aqui https://geekiegames.geekie.com.br/blog/resumo-vidas-secas/?utm_source=onesignal



ATENÇÃO GALERA TERCEIRÃO JBC !

PARA ENTENDER MELHOR A LEITURA DO  LIVRO ROMANCEIRO DA INCONFIDÊNCIA PEGUE SEU LIVRO E ESQUEMATIZE AS INFORMAÇÕES ABAIXO PARA MELHOR ENTENDIMENTO NA LEITURA ESCREVENDO NA FRENTE DE CADA PARTE O ASSUNTO PRINCIPAL.

05 PARTES:

  • Primeira parte: a “Fala Inicial”, o primeiro “Cenário” e os romances I — XX.(
    Focaliza o ambiente e os antecedentes que conduzem à Inconfidência )
  • Segunda parte: Romances XXI — XLVII.( Focaliza a trama e a frustração da Inconfidência Mineira. Revela "a marcha da conspiração, seu malogro e o prenuncio das desgraças" que se abaterão sobre os inconfidentes)
  • Terceira parte: Romances XLVIII — LXIV.( Focaliza a morte de Cláudio Manuel da Costa e de Tiradentes. Nessa parte, evoca-se o sacrifício de Tiradentes)
  • Quarta parte: Romances LXV — LXXX. (Focaliza o infortúnio de Tomás Antônio Gonzaga e de Alvarenga Peixoto. Uma passagem evocativa retoma o cenário em que viveu o poeta Tomás A. Gonzaga)
  • Quinta parte: Romances LXXXI — LXXXV,( Focaliza a presença de D. Maria I, vinte anos depois de ter lavrado a sentença que decretou a morte de Tiradentes e o degredo dos demais inconfidentes. Dona Maria, já louca, contempla a terra em que ocorreu o drama da Inconfidência) mais a Fala aos Inconfidentes Mortos.




 ROMANCEIRO DA INCONFIDÊNCIA de Cecília Meireles
- Modernismo do Brasil


O tema central como o próprio título indica, a Inconfidência ou Conjuração Mineira, episódio histórico ocorrido em 1789, que culminou com a morte de Joaquim José da Silva Xavier (o Tiradentes) e como o degredo de outros tantos revoltosos. Dentro dessa centralização temática, teríamos a morte de Tiradentes como o núcleo. Entretanto, outros temas giram em torno dele. O aproveitamento histórico do episódio serviu para a autora trazer à tona outros assuntos, tais como a traição, a covardia, a ambição desmedida (gerada principalmente pela febre do ouro), a inveja, o medo, a coragem, a ousadia, a loucura, a corrupção, e, por que não, o amor. A traição e a covardia ficam por conta daqueles que, movidos por interesse econômico (Joaquim Silvério dos Reis) ou por medo das ações do governador de Minas, delataram os inconfidentes. Muitos desse delatores sequer viram ou ouviram alguma que pudesse servir de prova contra os acusados. A ambição está presente nas atitudes do próprio Joaquim Silvério dos Reis ou do Conde de Valadares, que se vendem por dinheiro, esquecendo por completo qualquer amizade. A ousadia fica por conta do herói do poema, Tiradentes, que ousava sair pelos campos ou pelos quartéis pregando a liberdade e falando contra a ambição da Coroa Portuguesa, que estava sempre a exigir mais dinheiro para seus gastos e deleites. Também, não podemos nos esquecer dos inconfidentes e dos heróis anônimos. A loucura está presente de forma teatral na figura da própria rainha, D. Maria I, que se via condenada ao inferno; ou em Bárbara Heliodora que, marcada pela dor do degredo do marido, Alvarenga Peixoto, e pela morte de sua filha Ifigênia, acaba endoidecida e termina por morrer. A corrupção segue suas trilhas entre governadores, magistrados, fiscais, e outros tantos funcionário da Coroa. O amor não fica apenas nos versos dos poetas árcades Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa ao recordarem em suas liras as pastoras Marília, Nise ou Anarda, mas também na paixão do ouvidor Tomás Antônio Gonzaga por Maria Joaquina, e o sofrimento desta pela partida do noivo. O próprio Arcadismo servirá de tema em vários momentos da presente obra, trazendo de volta as figuras das pastoras, das ovelhinhas, dos prados amenos, dos regatos mansos e da vida bucólica que se oporá, dentro do poema, ao clima de insurreição e violência que passará a dominar a ação narrativa. De maneira geral, o grande tema deste livro é a lição histórica que a Inconfidência empresta aos nossos jovens, de separar os que ficarão gravados para sempre nas páginas da História e da Literatura como heróis e símbolos da liberdade e os deixarão suas pegadas como covardes, ambiciosos e mesquinhos.(fonte:google.com)


ANJO NEGRO - NELSON RODRIGUES 


Se hoje o preconceito racial corre solto, imagine em 1946 quão pior era a situação. Nelson Rodrigues resolveu escrever sobre esse tema problemático e cheio de tabus, mas ele não quis colocar nas prateleiras mais um livro onde o negro é um Zezinho qualquer cheio de malandragem. Não, Nelson quis criar um peça teatral onde o protagonista é o negro rico, bem sucedido e cheio de conflitos pessoais. E conseguiu. É uma pena que tenha sido necessária essa distinção, esse tapa de luva na sociedade para tentar fazê-la enxergar que somos todos iguais. Ainda pior é o fato de que muitos continuam não percebendo como é patético tentar descobrir quem é melhor, negro ou branco, já que não é a melanina da pele que dita quem são os grandes caras que fazem seu nome acontecer no mundo.
Uma das ênfases de "Anjo Negro" é que, Ismael, o protagonista, para conseguir se impor na sociedade acabou pensando e agindo como um branco, repudiando sua própria cor. De fato, o personagem com maior preconceito racial na peça inteira é o próprio negro. Virgínia, a esposa branca de Ismael, tem verdadeiro nojo do marido e demonstra sua raiva assassinando por afogamento todo e qualquer filho que venha a nascer. Ismael sabe disso e nada faz, assim como todos os atos repugnantes que ambos cometem são lúcidos e com as reais intenções; não há espaço para erro sem consciência. Embora vivam em uma casa de muros altos, cada vez mais isolados do mundo, partilham de uma vida turbulenta, onde um inferniza ao outro e qualquer outra pessoa que se aproxime sofre consequências.
Uma dessas pessoas é Elias, irmão de Ismael. Por ser de cor branca, Elias sentiu na pele a inveja de Ismael quando este o cega, ainda pequeno. Quando aparece na casa do casal, Elias traz consigo problemas inacabados e provoca em seu irmão uma insaciável sede de vingança.

Colocando sua extrema habilidade em ação, Nelson Rodrigues criou uma peça teatral complexa, carregada de ambiguidades. É fácil sentir raiva de Ismael e Virgínia, mas aos poucos também é possível entender seus motivos e sentimentos. Ismael age por vezes como um monstro, mas carrega no peito sofrimento e amor. Para vencer a barreira que a sociedade impunha aos negros, torna-se um excelente médico, mas ele próprio duvida de suas capacidades. Personalidade fortes e impactantes, cuja face frágil vai aparecendo no decorrer dos atos.
É um livro de poucas páginas, envolvente, desses para ler numa só sentada


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Romulo Bolivar - Aulão que movimentou a cidade no fim de semana



ROMULO BOLIVAR é o nome mais comentado nas Redes Sociais desde sábado na cidade de Porto Velho. De Professor do Proenem - Portal de Ensino a Distância - tornou-se uma celebridade imbatível no quesito Redação. Contratado pelo RedMat e Meta pelas professoras Soniamar Salin e Doralice Alves Mendonça respectivamente fez um sucesso incrível até hoje não alcançado pelos professores que já vieram realizar esse tipo de evento na cidade. Primeiro porque em Redação é a primeira vez que algo do tipo é realizado,pois embora haja professores excelentes nessa área,quando ocorrem ficam restrito a determinados grupos. Uma sumidade como afirmaram as coordenadoras do Projeto, haja vista   ser uma aula criativa com pinceladas de humor,brincadeiras, mas com  o foco no Enem.Técnicas práticas para a prova de Linguagens,Códigos e suas tecnologias,bem como para a produção de texto dissertativo-argumentativo foram o ponto alto do aulão,que nas primeiras horas da manhã de sábado,já faziam com que inúmeras pessoas se aglomerassem nos portões da ULBRA (local do evento).

Sabemos que o Educador é o mediador da aprendizagem.Cabe a ele praticar uma pedagogia que valorize o ser humano em seu desenvolvimento e, o respeito às diferenças proporcionando a sua clientela, não só o aprendizado ,mas o gosto em adquirir conhecimento.Prof.Romulo Bolivar deixou isso bem claro; suas palavras na mensagem inicial e final levaram o alunado a pensar e refletir como tem sido sua prática nessa busca pela aprovação na prova que se tornou o maior vestibular do país.Foi gratificante ver no rosto de cada um a felicidade em ter participado e ,o agradecimento ao Professor que os atendeu de forma carinhosa

Outro ponto alto também destacado pelas idealizadoras do Projeto foi a apresentação especial para os visitantes realizada por Carlos Moreira e Bira Lourenço - dois ícones da nossa terra que abrilhantaram o evento com uma apresentação marcante unindo as linguagens da poesia e da percussão,nada mais viável,já que estavam trabalhando exatamente as linguagens pertinentes à prova do Enem.

 Profª. Soniamar destaca também a presença do  cieneasta Ton Gadioli que acompanha Romulo Bolivar nesses eventos fazendo uma cobertura completa para o Proenem.Define-o como um ser iluminado,pois após a volta dele para a cidade do Rio de Janeiro foi pesquisar mais sobre sua biografia e encontrou trabalhos maravilhosos realizado pelo mesmo,entre eles o documentário Mr.Niterói - A Lírica Bereta e,além dos documentários diz que ele internaliza uma linguagem que faz com que o aluno possa vir a pensar e refetir e destaca uma frase do mesmo que tem tudo a ver com o momento vivido por seus alunos nesse aulão:"Tudo na vida é uma questão de escolha.Não importa quantas pedras você tenha no caminho e não importa se você não consegue ver uma saída.No final tudo é uma questão de escolha...Escolha no modo de agir,escolha no modo de viver,escolha no modo de pensar...",ou seja, o candidato a Enem que conseguir escolher a maneira certa de estudar e acreditar em si mesmo como disse Romulo Bolivar,com certeza terá a técnica para produzir um bom texto.

O Aulão foi um sucesso,não resta dúvida de que as coordenadoras acertaram na escolha do Professor,pois além dos inúmeros candidatos ao Enem presentes vindos de diversas escolas da cidade , vários professores de Língua Portuguesa abraçaram a causa fazendo-se presente e apoiando a iniciativa do Grupo Meta e RedMat,além dos professores do JBC - uma das escolas em que ambas trabalham e ,que teve uma grande participação de alunos e dos professores Luiz Carlos,Diniz,Damaceno,Telma,Sonia Santos,keila Araújo,Alan Ferreira,Neizinho,Moreira,Nazareno,além de Vagson Cação um dos coordenadores do RedMat e Ivonete Costa também coordenadora do Meta. Eventos como esse tem a aprovação da comunidade e  devem repetir-se na cidade para que o corpo discente se sinta instigado a aprender e a buscar por si só a aprendizagem.


Fonte: RedMat e Meta

domingo, 31 de janeiro de 2016

ESCOLA PÚBLICA JOÃO BENTO DA COSTA NO MUNICÍPIO DE PORTO VELHO APROVA 89 ALUNOS NA PRIMEIRA CHAMADA DO SISU E MAIS DE 150 NA PRIMEIRA CHAMADA DO PROUNi


Imagem:Prof.Thalles Gomes


A Escola Pública João Bento da Costa no Município de Porto Velho - atualmente tendo como gestores Chiquinho Lopes e Lady Fanne Salcedo Ribeiro - mais uma vez comprova que os alunos quando bem trabalhados conseguem se superar nas melhores Universidades do país.Não é a primeira vez que a escola se destaca em número de aprovações via SISU,PROUNI e UNIR através do Projeto Terceirão que teve como Professores atuantes nas turmas Thalles Gomes,Vagson Cação,Luciano Ferreira,Mônica Cristina,Miguel Gomes, Arimatéia Dantas,Kleber Lima, Soniamar Salin,Carlos Moreira,José Nazareno,Roberto Amaral, Russimeire, Geane,Francisca Taveira,Marivaldo Rodrigues,Walfredo Tadeu , Aucenei Fonseca,Doralice Mendonça e Layde Nascimento. Os alunos do JBC a cada ano superam-se sendo aprovados em Universidades como UFRJ,UFMT,UFAM,UFPB,UFMS,UESPI,UFG,FURG entre outras tantas mais. Nesse ano o destaque ficou para o grupo de Engenharia, pois da Mecatrônica à Elétrica houve um grande número de alunos aprovados além de Medicina, Direito, Medicina Veterinária, Enfermagem, Ciência da Computação, Zootecnia, etc. 

Entre os alunos aprovados estão Lucas Gouveia Branco Lucas Gouveia - Medicina UFMT, Brenda Karine Souza da Silva – Medicina – UFMT, Guilherme Rodrigues Schwamback - Medicina – UFMG, Luigi Anderson- Medicina Veterinária – UFAC, Brenda Miranda Dias Januário, Medicina Veterinária UFMT, Raquel Almeida Maia, Farmácia, UFAM, Leonardo Gustavo Da Mota Macena - Enfermagem UFMS, Washington Marinho dos Santos; - Engenharia Mecatrônica- UFSJ, Letícia Clímaco - Engenharia de Petróleo e Gás – UFAM, Amanda Schulze- Engenharia de Petróleo e Gás- UFAM, Marcos Sales - Engenharia do Petróleo e Gás – UFAM, Tamires Lualinda – Engenharia de Produção – UFAM, Flávia Karolina - Engenharia de energias Renováveis – UFPB, Alisson Caliman – Engenharia Civil – UFG, Thaylon Ângelo Rodrigues da Silva - Engenharia Florestal – UFMT, Ianaely Queiroz Gomes - Engenharia Civil – UTFPR,Hércules Guirion – Engenharia Mecânica – UFG,, Jeniffer Jacone - Eng.Florestal – UFAM,Caio Henrique Ramos- Engenharia de energias renováveis/UNIPAMPA,Sabrina Costa Xavier, Engenharia de Aquicultura, UFFS,Tyelisson Silva Araújo - Engenharia de Produção – UFAL,Bruna Letícia ,Lemos da costa- Engenharia de alimentos - UNEMAT ,Natália Paiva de Azevedo - Engenharia agrícola - UFMT- ,Ana Karoline Alves Araújo, Engenharia Floresta , UNEMAT,André Franklin Gomes Marinho, Engenharia Elétrica, UFMT,Jéssica cunha Alves, engenharia florestal- IFMT,Adva Andressa Tomaz da Silva - Engenharia Ambiental – UFPB,Thiago nascimento - Engenharia Florestal – UFMT,Danyelle Zebalos Serrath, Engenharia de Aquicultura, UFFS Wallace Venâncio da Costa Pereira - Engenharia Civil - IFS ,Davi Araújo Bady Casseb - Ciência da Computação - UFMG ,Willyane Cristina - Engenharia Agrícola e Ambiental UFMT ,Roberta Chrystiane de Moura Gima - Engenharia de Energias Renováveis UFPR,Mateus Nicolas Araújo Azevedo - Psicologia- UFRN ,Igor Ribeiro de Oliveira - Ciências da Computação – UFMT,Guilherme Ribeiro da Silva - Ciência da computação - UFPB ,Nicole Nogueira ,Relações Internacionais,UNIPAMPA , Elenayra Ferreira Santos - Direito – UNEMAT ,Gustavo Néri -Direito - UEPB Pedro Henrique Lopes Mejia - Direito; UFMT,Renata de Paula Afonso -Direito - UFMS  Matheus Feitoza - Tradução –UFPB,Franklin ribeiro - Direito, - UFRJ ,Belen Camila Rodriguez Rosales – Direito - FURG;,Deivisson da Costa Silva - Direito - UFMS ,Géssica de Medeiros Santos - Direito - UFPR ,Nilcilene Rodrigues Pereira - Gestão Ambiental – IFMT,Beatriz Chaves Brasil, Agronomia, UFAM,Ketelyn Barros- Viticultura e Enologia - IFSUL; Carla Mariane Santiago de Carvalho - IFRN ,Beatriz Lima – Pedagogia – UFMS  Roberta Stella- História- UFAC,Lucas Aguiar Lopes - Ciências Contábeis – UNEAL,Lucas Mateus Rodrigues de Melo - Ciências Contábeis - UFT ,Vedrana Letícia C. da Silva,- Ciências Contábeis, UFMT - Sistemas de Internet – IFRN,Natalia Bruna Natália Bruna Silva Pereira -Serviço social – UFAL,Juli Evelin Marcelino - zootecnia - UFMT ,Yarla Maria Carneiro dos Santos Ribeiro, Zootecnia, UFAC,Emelly Mendes Ferreira - Zootecnia- UFMT,Edmundo Junior Kajueiro - Zootecnia – IFAC,Maria De Fátima Gomes Lopes - Zootecnia - UFMT ,Ellen Gomes Batista -Zootecnia- UFMT ,Larissa Costa Leite - Ciência das Religiões - UFPB ,Iury Cunha Ferreira; Geografia; UFAC,Ruth Luiza Uchoa de Souza pedagogia UFMT,Thaís Cristina Loyola da Silva, Biomedicina, UFRN,Lucas Wesley Rodrigues de Carvalho, Dança, UFSM,Jéssica Beatriz dos Santos Dutra - Biblioteconomia - UFMT ,Kimberly Carolina Moreira Corrêa - Biblioteconomia- UFMT ,André Felipe Paiva - Sistemas de Informação – UFMS,Letícia Karolaine Nascimento Lopes - Ciências Biológicas – UFMT,Carlos Matheus Vieira Brilhante - ANÁL. E DESENV. DE SISTEMAS - UTFPR.,Pablo Nascimento da Silva- AGROINDÚSTRIA – IFF,Paulo Roberto Cavalcante Morey - Antropologia – UFPB,George Vitor Perez Graça - Ciências Econômicas – UFAL,Itayanne Lima – Engenharia Agronômica – UESPI,Luan Felipe – Direto UFMS,Francilene Franco de Almeida - Eng. Ambiental – UFAM,Iris Gabrielle dos Santos Bernardo - Ciências Biológicas – UNEMAT,Huysla Luciane Mendes de França Gestão ambiental IFAC ,Álisson Morone - Engenharia Florestal - UFAC , Christian Vargas de Carvalho - Tecnologia da Informação – UFERSA.,Valéria Nazário Santos- Fisioterapia- UFPI,Débora Yasmim Vieira - Pedagogia – UFMT,Geovane de Castro Quadros - Artes Visuais UFPI.

No PROUNI foram mais de 150 aprovações que também passaram por diversos cursos ,tais como: Medicina,Engenharia Mecânica,Engenharia Civil,Engenharia Mecatrônica,Odontologia,Direito entre tantos outros em Faculdades como UNIP,UNIVALE, PUC/MG,PUC/SP,UNIRB,UNOESTE,FIMCA,FSL,UNIRON,UNIANDRADE,UNNESA,ULBRA,FARO,FACVEST,UNESC,UNIGRAN,UNICSUL,ou seja,atualmente há alunos JBC nos quatro cantos do país,superando muitas Escolas Privadas no Município de Porto Velho.


Segundo os alunos aprovados o mérito é todo para os Professores, pois sabe-se que eles é que promovem a diferença ,a começar pela Primeira Série do Ensino Médio,passando pela segunda e chegando ao Terceirão onde uma equipe trabalha de forma coesa e responsável sem nenhum Bônus do Governo do Estado pelo trabalho que ali realizam  ,mas buscam o sucesso de cada jovem de forma única e, de forma unânime houve elogios para os Educadores Vagson,Thalles,Soniamar e Nazareno,pois disseram ser os Professores mais preocupados em fazê-los compreender que o sucesso viria conforme as atitudes empregadas por cada um e,além de se tornarem “chatos” (palavra da aluna Jenifer Jacone) ,pegarem “pesado” conforme ressaltaram sabiam como incentivar e melhorar o desempenho dos que já se encontravam cansados e desanimados,quase desistindo no meio do caminho.Problemas disseram ter encontrado muitos,inclusive com salas  quentes em dias de simulado devido falta de manutenção nas centrais de ar-condicionado, assim como falta de espaço adequado para estudarem fora do horário,mas conseguiram superar e alertam o Governo do Estado para que dê mais atenção a esse quesito,pois as salas são enormes com uma faixa de 100 alunos o que torna o ambiente mais quente ainda e às vezes insuportável para um bom rendimento.

Dar oportunidade a alunos de escola pública para que os mesmos concorram em igualdade de condições junto a discentes de escolas privadas é o caminho que o JBC vem tomando há anos e, um exemplo a ser seguido, embora a educação não deva estar voltada apenas para avaliações externas  ,é uma necessidade essa preparação,tendo em vista o ENEM ter se tornado o único  meio de ingresso em Universidades e/ou Faculdades para alunos de Escolas Públicas e carentes.







quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Uma análise da Prova Enem 2015



Vivemos o desafio pela qualidade de ensino no país."Formar cidadão" é a frase que mais ouvimos. Mas o que seria formar um cidadão?Sabemos que a Escola precisa desenvolver práticas pedagógicas que oportunizem a apreensão de conhecimentos que possam utilizá-los na vida cotidiana ou em espaços em que estiver inserido.Mas o que percebemos é que a maioria das escolas cumprem um horário rígido,uma ementa não elaborada de acordo com a necessidade da turma,um livro que não se contextualiza e por aí vai,mas TODOS têm conhecimento que o ENEM exige muito mais que isso e que as matrizes de Competência devem ser observadas e inseridas no contexto do aluno para prepará-lo para essa "formação do cidadão" já que o Enem tornou-se porta de entrada desde o curso técnico a uma graduação,além de ser necessário ao FIES,ao Ciência sem Fronteiras entre outros Programas vitais na vida de um aluno que quer prosseguir seus estudos além do Ensino Médio. Então fica a pergunta: Por que os Governos Estaduais ainda não capacitaram seus educadores para trabalhar com tais Competências? Por que o nosso aluno não é preparado para fazer uma boa prova do Enem,principalmente os menos favorecidos sendo essa talvez sua única chance de se inserir em um curso universitário?

Após uma análise das Provas do Enem 2015, observa-se o porquê dos candidatos acharem a prova mais difícil ocorrida nos últimos anos,pois quem trabalha direcionado às competências e habilidades do Enem percebe que a prova não ocorreu como em outras edições, onde se cobrava TODAS as habilidades pertinentes a cada Competência,imagina escolas que sequer dão conhecimento dessas habilidades a seus alunos.Dessa vez, podemos citar Matemática como um exemplo claro,pois não foi cobrado as Habilidades de números 1,4,5,6,13,14,15,17,18,19,22,26 e 29.O maior número de questões centrou nas Habilidades de número 8 e 21 que trata de "Resolver situação-problema que envolva conhecimentos geométricos de espaço e forma" e "Resolver situação-problema cuja modelagem envolva conhecimentos algébricos" respectivamente. Baseando-se na prova realizada foram 09 questões na Habilidade 8  e 07 questões na habilidade 21,ou seja,Geometria e álgebra foram vitais na prova de matemática e sabe-se que Geometria sempre é deixado de lado nas nossas escolas,pois não se dá muita ênfase nesse conteúdo,uma falha,pois a Competência da área 2 é clara "Utilizar o conhecimento geométrico para realizar a leitura e a representação da realidade e agir sobre ela" onde está centrada a Habilidade 8, bem como a Competência da área 5 "Modelar e resolver problemas que envolvem variáveis socioeconômicas ou técnico-científicas, usando representações algébricas" onde se encontra a habilidade 21. Já em Natureza outra prova bastante questionada 08 habilidades também não caíram e, o número maior de questões ficou nas Habilidades de números,18 e 23  (com 04 questões em cada) que tratam de "Relacionar propriedades físicas, químicas ou biológicas de produtos, sistemas ou procedimentos tecnológicos às finalidades a que se destinam"( Competência da área 5) e "Avaliar possibilidades de geração, uso ou transformação de energia em ambientes específicos, considerando implicações éticas, ambientais, sociais e/ou econômicas" (Competência da área 6).

Em Linguagens,uma prova que geralmente os candidatos não reclamam por tratar-se mais de interpretação,algumas habilidades como as de número 1,4,13,24 e 28 também não fizeram parte da elaboração da prova e, o número maior de questões estiveram na habilidade 21 (5 questões) - "Reconhecer, em textos de diferentes gêneros, recursos verbais e não verbais utilizados com a finalidade de criar e mudar comportamentos e hábitos" pertencente à Competência da área 7,mas fica o alerta para as habilidades de números 12,15,16,17,18,20,25 que tiveram um número expressivo  de questões girando em 3 ou 4. Por sua vez em Humanas, observou-se que não apareceu na elaboração desse ano as habilidades 10,15,22 e 28 - podemos dizer que a prova mais equilibrada em número de questões por habilidade com exceção da Habilidade 16 (com 5 questões) e a 18 (com 4 questões).


Uma coisa é clara,alunos ,sejam de Escolas Públicas ou Privadas que têm interesse em fazer Enem precisam procurar escolas que estejam afinadas às Competências e habilidades pertinentes à matriz e ao próprio Edital,pois embora aspectos cognitivos,quantitativos e qualitativos devam ser trabalhados,a MATRIZ do Enem deve ser observada pelos Educadores se quisermos melhorar o nível de notas no Enem,pois são mais de 7 milhões de Jovens a cada edição tentando uma vaga nas Universidades Federais e/ou Faculdades via PROUNI que dependem da aprendizagem fornecida pelas instituições de Ensino. Governos Estaduais e Municipais precisam estar comprometidos em fornecer capacitação a seus Professores,pois as mudanças já surgiram e estão sendo cobradas.É preciso que o Educador de Ensino Médio seja ciente de seu papel e o aluno seja capaz de interpretar essas Habilidades e contextualizá-las para que tenha um melhor rendimento na Prova do Enem e mesmo no desenrolar do curso Universitário,onde necessitará aperfeiçoar essas Competências e Habilidades.

A escola é o único caminho para as classes desfavorecida economicamente,culturalmente e socialmente alcançarem êxito e, uma perspectiva melhor de futuro.É preciso criar estratégias que visem sanar as deficiências do aluno.Gestores,Equipe Pedagógica devem estar comprometidos com a Educação fornecendo subsídios para que isso seja trabalhado e discutido no Ensino Médio envolvendo todos os Educadores.É preciso capacitar e exigir de seus Educadores o compromisso de aprendizagem que levem o jovem a uma apreensão melhor dos conteúdos mais exigidos no Enem,inclusive na produção de texto,pois um zero em qualquer ciência e/ou na Redação eliminará esse candidato dos objetivos que almeja alcançar.